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Mobilidade elétrica nos empreendimentos de alto padrão: uma tendência que veio para ficar
data
25 de agosto de 2026

A mobilidade elétrica deixou de ser uma perspectiva distante para fazer parte da realidade das cidades brasileiras. Com o crescimento da frota de veículos elétricos e híbridos plug-in, novas necessidades começam a surgir também dentro dos empreendimentos residenciais.
Se antes uma vaga de garagem precisava oferecer basicamente espaço e segurança, hoje a infraestrutura para carregamento começa a fazer parte do planejamento dos novos projetos. Nos empreendimentos de alto padrão, essa transformação acompanha um público cada vez mais conectado à tecnologia, à praticidade e às novas formas de mobilidade.
Mais do que instalar carregadores, preparar um condomínio para essa realidade envolve planejamento da infraestrutura elétrica, gestão de energia e soluções capazes de acompanhar o crescimento da demanda nos próximos anos.
Os números mostram a velocidade dessa transformação. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil registrou 271.091 veículos leves eletrificados vendidos entre janeiro e julho de 2026, volume que já supera em 21% todas as vendas do segmento registradas durante 2025.
Somente em julho, foram 56.074 unidades emplacadas, fazendo com que os eletrificados alcançassem 21% das vendas de veículos leves no país. Na prática, aproximadamente dois em cada dez veículos vendidos naquele mês eram eletrificados.
Os modelos que dependem de carregamento externo também vêm ganhando espaço. Os veículos 100% elétricos e híbridos plug-in representaram 83% das vendas de eletrificados em julho de 2026.
Esse crescimento ajuda a explicar por que a infraestrutura de recarga começa a entrar no planejamento não apenas das cidades, mas também dos edifícios residenciais.
A expansão da frota vem acompanhada pelo desenvolvimento da rede de carregamento.
Dados consolidados pela ABVE e pela Tupi Mobilidade mostram que o Brasil chegou a 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga em maio de 2026, crescimento de 20,7% em apenas três meses.
Outro movimento importante está na recarga rápida. O número de pontos DC passou de 6.479 em fevereiro para 8.601 em maio de 2026, avanço de 32,8% no período.
Embora essa infraestrutura externa seja fundamental para viagens e deslocamentos mais longos, a possibilidade de carregar o veículo no próprio condomínio traz uma nova dimensão de conveniência para o cotidiano.
Uma das principais características do veículo elétrico é justamente a possibilidade de realizar a recarga enquanto ele permanece estacionado.
Em um condomínio preparado para essa realidade, o morador pode estacionar o veículo ao chegar em casa e realizar o carregamento durante períodos em que o automóvel não está sendo utilizado.
Essa possibilidade transforma a garagem em parte da infraestrutura tecnológica do empreendimento e traz benefícios como:
Nos empreendimentos de alto padrão, onde conveniência e conforto fazem parte da proposta residencial, essa estrutura ganha ainda mais relevância.
Preparar um condomínio para veículos elétricos é mais complexo do que simplesmente disponibilizar uma tomada na garagem.
O crescimento do número de automóveis eletrificados exige que os projetos considerem a capacidade da infraestrutura elétrica do edifício, a distribuição da energia e a possibilidade de expansão do número de pontos de recarga.
Também entram nesse planejamento aspectos como sistemas de medição individualizada, gerenciamento da demanda e soluções que permitam distribuir a energia de maneira eficiente entre diferentes veículos.
Pensar nessas necessidades desde a concepção do empreendimento facilita futuras adaptações e permite que a infraestrutura acompanhe a evolução da mobilidade elétrica.
A mobilidade elétrica também está inserida em uma transformação mais ampla das cidades e dos hábitos de consumo.
Nos empreendimentos residenciais, essa mudança se conecta a outras soluções voltadas à eficiência energética e ao uso mais inteligente dos recursos. Sistemas de iluminação eficientes, automação, geração de energia e gerenciamento de consumo são exemplos de tecnologias que podem dialogar com essa nova realidade.
O resultado é uma forma de morar cada vez mais conectada às mudanças que acontecem fora dos edifícios.
Durante muito tempo, as garagens foram tratadas essencialmente como espaços destinados aos veículos. Com a evolução da mobilidade, elas passam a assumir novas funções.
Pontos de carregamento, infraestrutura elétrica dimensionada para novas demandas e sistemas inteligentes de gestão de energia transformam esses espaços em uma extensão da tecnologia presente no restante do empreendimento.
Nos próximos anos, a tendência é que a capacidade de adaptação a diferentes formas de mobilidade se torne cada vez mais importante na concepção de novos projetos residenciais.
A evolução da mobilidade mostra como mudanças no comportamento das pessoas podem influenciar diretamente a maneira de projetar os espaços onde vivem.
Na J.A. Russi, acompanhar essas transformações faz parte do processo de desenvolvimento dos empreendimentos. O planejamento considera não apenas as necessidades atuais dos moradores, mas também soluções capazes de acompanhar novas tecnologias e mudanças no estilo de vida.
A mobilidade elétrica representa uma dessas transformações. Ao considerar novas demandas desde a concepção dos projetos, é possível desenvolver empreendimentos mais preparados para uma realidade em constante evolução, aliando praticidade, inovação e qualidade.
Os números da eletromobilidade brasileira mostram que os veículos eletrificados deixaram de ocupar um espaço restrito no mercado.
Com o crescimento das vendas e a expansão da infraestrutura de carregamento, a necessidade de preparar residências e condomínios para essa nova realidade tende a se tornar cada vez mais presente.
Nos empreendimentos de alto padrão, antecipar essas mudanças significa pensar além das necessidades imediatas e desenvolver espaços capazes de acompanhar a evolução da tecnologia e da própria forma de viver nas cidades.