Voltar

Apartamentos maiores voltaram ao radar do alto padrão?

data

28 de setembro de 2026

Notícia

Durante anos, uma das principais discussões do mercado imobiliário esteve relacionada à redução da metragem dos apartamentos. Plantas compactas, ambientes multifuncionais e espaços compartilhados ganharam força principalmente nos grandes centros urbanos. No segmento de alto padrão, porém, existe um movimento paralelo: a procura por imóveis capazes de oferecer mais espaço para diferentes momentos da vida.

O trabalho realizado parcialmente dentro de casa, a valorização das áreas de convivência, o desejo de receber amigos e familiares e a busca por suítes mais completas ajudam a explicar por que apartamentos amplos continuam ocupando uma posição importante nesse mercado.

Isso não significa que os imóveis compactos estejam perdendo espaço. O mercado residencial se tornou mais diversificado e atende a perfis bastante distintos. Mas, para uma parcela dos compradores de alto padrão, metragem deixou de representar apenas dimensão e passou a estar relacionada às possibilidades que a residência oferece.

Mais espaço voltou a fazer parte dos critérios de escolha

As mudanças na rotina dos últimos anos alteraram a maneira como muitas pessoas utilizam a própria casa.

Atividades que antes aconteciam quase exclusivamente fora da residência passaram a dividir espaço com a vida doméstica. Trabalho, exercícios, momentos de lazer, encontros e refeições ganharam novas configurações, aumentando a importância de ambientes capazes de atender a diferentes usos.

Dados da Brain Inteligência Estratégica ajudam a dimensionar esse comportamento. Em pesquisa nacional realizada no primeiro trimestre de 2025, com cerca de 1.200 entrevistados, 16% daqueles que pretendiam adquirir um imóvel apontaram como principal motivação o desejo de trocar a residência atual por uma maior.

O movimento aparece novamente nas análises posteriores da empresa. No quarto trimestre de 2025, a Brain identificou o desejo de realizar um upgrade da residência entre as motivações relevantes para a compra, incluindo justamente a procura por mais espaço e por uma moradia capaz de atender melhor às necessidades atuais das famílias.

Os números não significam que todos os consumidores estejam buscando apartamentos maiores. Eles mostram, porém, que espaço continua sendo um fator relevante para uma parcela do público que decide trocar de imóvel.

O home office mudou a relação com a metragem

O trabalho remoto ou híbrido é um dos fatores que contribuíram para mudar a percepção sobre o espaço residencial.

Quando trabalhar em casa deixa de ser uma situação eventual, improvisar um escritório na mesa de jantar nem sempre atende às necessidades da rotina. Privacidade para reuniões, iluminação adequada, conforto acústico e separação entre vida profissional e pessoal passam a fazer diferença.

Nos apartamentos maiores, essa necessidade pode ser resolvida de diferentes maneiras. Um ambiente exclusivo para escritório é uma possibilidade, mas dormitórios adicionais, espaços multifuncionais e áreas que possam receber diferentes configurações também ampliam a liberdade de adaptação.

Mais do que simplesmente acrescentar metros quadrados, a questão passa a ser como essa metragem pode ser utilizada.

Suítes maiores e espaços mais individualizados

O aumento da área útil também permite repensar os ambientes privados.

No alto padrão, dormitórios podem assumir uma configuração mais completa, com suítes de dimensões generosas, closets, banheiros maiores e espaços que oferecem maior independência dentro da residência.

Essa característica se torna especialmente relevante em imóveis destinados a famílias que pretendem permanecer no mesmo apartamento por períodos mais longos.

Filhos crescem, rotinas profissionais mudam, familiares podem passar temporadas na residência e novos hábitos surgem. Uma planta com maior disponibilidade de espaço consegue absorver essas transformações com menos limitações.

Por isso, o tamanho de um apartamento não deve ser analisado apenas pela metragem total. A distribuição dessa área entre ambientes sociais, íntimos e de serviço é igualmente importante.

Receber em casa também ganhou outra dimensão

As áreas sociais são outro ponto central nessa discussão.

Livings maiores, salas de jantar bem dimensionadas, cozinhas conectadas à área social e varandas generosas permitem reunir mais pessoas sem comprometer a circulação.

No alto padrão, receber também influencia a configuração dos interiores. Uma residência pode precisar funcionar de maneira confortável tanto em um jantar para poucas pessoas quanto em uma confraternização maior.

É nesse contexto que alguns elementos ganham relevância:

  • livings com espaço para diferentes composições de mobiliário;
  • salas de jantar proporcionais à área social;
  • varandas capazes de assumir funções de convivência;
  • cozinhas e espaços gourmet preparados para receber;
  • circulação que preserve os ambientes íntimos mesmo durante encontros;
  • áreas de apoio que facilitem a organização da residência.

A metragem adicional, portanto, não precisa resultar simplesmente em cômodos maiores. Ela pode proporcionar uma distribuição mais equilibrada das diferentes funções da casa.

Metragem e flexibilidade precisam caminhar juntas

Um apartamento amplo não é necessariamente um apartamento bem resolvido.

Dois imóveis com a mesma área privativa podem proporcionar experiências completamente diferentes dependendo da distribuição dos ambientes, da circulação e das possibilidades de adaptação.

Uma planta com corredores excessivos ou espaços residuais, por exemplo, pode desperdiçar parte da metragem. Por outro lado, uma organização eficiente permite aproveitar melhor cada área disponível.

No alto padrão contemporâneo, a amplitude tende a ser mais interessante quando vem acompanhada de flexibilidade.

Um cômodo adicional pode funcionar como escritório em determinado momento e assumir outra finalidade posteriormente. Uma área social generosa pode receber diferentes configurações de mobiliário. Ambientes integrados podem manter conexão visual sem eliminar completamente a possibilidade de separação.

Essa capacidade de transformação torna o imóvel mais preparado para acompanhar mudanças na rotina dos moradores.

E o que acontece no mercado de Itapema?

Em Itapema, essa diversidade também pode ser observada.

A cidade reúne desde unidades compactas até apartamentos de grandes dimensões, especialmente no segmento de alto padrão. A variedade está relacionada aos diferentes perfis que procuram imóveis no município, seja para residência permanente, uso em determinados períodos do ano ou outras necessidades.

No segmento superior do mercado, é comum encontrar plantas com múltiplas suítes e áreas sociais mais generosas. Essas configurações dialogam com um público que procura não apenas localização próxima ao mar, mas uma residência capaz de comportar diferentes momentos da rotina.

Isso ajuda a explicar por que, mesmo em um cenário no qual os compactos continuam presentes, as grandes metragens mantêm espaço relevante entre os projetos destinados ao público de alto padrão.

Mais metros quadrados não são o único indicador de sofisticação

Existe ainda uma mudança importante na maneira de interpretar a amplitude.

Um apartamento de alto padrão não se torna melhor simplesmente porque possui mais metros quadrados. O diferencial está na maneira como essa área é utilizada.

Proporções adequadas, iluminação natural, circulação, relação entre os ambientes e possibilidades de personalização interferem diretamente no resultado.

Nesse sentido, alguns metros adicionais podem ser utilizados para ampliar uma suíte, criar um escritório independente, melhorar a circulação ou proporcionar uma área social mais generosa. O importante é que exista uma finalidade clara para o espaço.

Essa perspectiva também explica por que a discussão sobre apartamentos maiores não representa necessariamente um retorno às plantas residenciais do passado. As necessidades mudaram e, com elas, a maneira de distribuir a metragem.

Espaços que acompanham diferentes fases da vida

No alto padrão, uma das vantagens de plantas mais amplas está justamente na possibilidade de atender a diferentes configurações familiares e mudanças de rotina.

Uma residência escolhida hoje pode precisar responder a outras necessidades daqui a alguns anos. O escritório pode ganhar uma nova função, a família pode aumentar ou os moradores podem simplesmente passar a receber mais pessoas em casa.

Ter espaço disponível amplia as possibilidades de adaptação sem exigir necessariamente uma mudança de endereço a cada nova fase.

Essa característica ajuda a explicar por que a metragem continua sendo considerada por compradores que enxergam a residência como um espaço para permanecer e construir diferentes momentos da vida.

J.A. Russi e diferentes formas de viver os espaços

Ao desenvolver seus empreendimentos, a J.A. Russi trabalha com diferentes configurações de plantas, considerando as características de cada projeto e o perfil ao qual ele se destina.

Nos imóveis de maior metragem, a amplitude permite explorar áreas sociais generosas, suítes bem dimensionadas e ambientes que podem assumir diferentes configurações de acordo com as escolhas dos moradores.

Mais do que utilizar a metragem como um número, o desenvolvimento das plantas busca transformar o espaço disponível em possibilidades de uso. É uma abordagem que acompanha as mudanças na maneira de morar e as diferentes expectativas de quem procura um imóvel de alto padrão.

Afinal, os apartamentos maiores voltaram?

Talvez seja mais correto dizer que eles nunca deixaram completamente o radar do alto padrão, mas ganharam novos argumentos.

Hoje, a busca por espaço está menos associada à ideia de simplesmente possuir uma residência grande e mais relacionada ao que essa metragem permite fazer: trabalhar com privacidade, receber pessoas, ter suítes mais completas, criar ambientes específicos e adaptar a casa conforme a rotina se transforma.

Ao mesmo tempo, os apartamentos compactos continuam atendendo outros perfis e necessidades. As duas tendências podem coexistir dentro de um mercado cada vez mais segmentado.

No alto padrão, portanto, a metragem permanece relevante quando vem acompanhada de um projeto capaz de dar propósito a cada espaço. Mais do que contar metros quadrados, o que importa é entender quantas possibilidades eles podem oferecer.





Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa política de privacidade, e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.